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Guia rápido para a dinamização das assembleias populares

Texto preparado pela Comissão de Dinamização das Assembleias do Acampamento de Puertas del Sol (Madrid), a partir de diversos documentos e de resumos que alcançaram um consenso no decurso das Assembleias Gerais realizadas no dito Acampamento até à data de 31de Maio de 2011.O objectivo deste Guia rápido é facilitar e dinamizar o desenvolvimento de diversas Assembleias Populares que foram criadas por iniciativa do Movimento de 14 de Maio. O Guia rápido actual será actualizado e revisto periodicamente. Não é de maneira alguma, um modelo restrito, fechado, que não possa ser adaptado através de consenso, por qualquer outra Assembleia.

De acordo com a Comissão de Dinamização das Assembleias, convidamos os nossos amigos e camaradas a assistir e a tomar parte nas reuniões, planos de trabalho e Assembleias internas desta Comissão, que está aberta a todos os que desejam participar na manutenção, aperfeiçoamento e desenvolvimento das mesmas.

Reflexão aberta sobre o pensamento colectivo

Queremos partilhar algumas das nossas impressões, mas encorajamos-vos a continuar a reflectir sobre elas, a fim de que sejam debatidas. Pensamos que é necessário centrarmo-nos num assunto muito importante do movimento: o Pensamento Colectivo.

O Pensamento Colectivo é completamente oposto ao sistema actual, que se rege tendo em vista um pensamento individualista. Logo, é difícil de assimilar e de aplicar. Precisamos de tempo, é efectivamente um longo processo. Normalmente, face a uma decisão, duas pessoas têm tendência a confrontar ou a defender ferozmente os respectivos pontos de vista, tendo por objectivo convencer, ganhar, ou, pelo menos, atingir um ponto de mediação.

O objectivo do pensamento colectivo é o de construir. Ou seja, duas pessoas com ideias diferentes vão empregar as suas energias para construir alguma coisa. Não se trata então da “minha” ideia ou da “tua”. São duas ideias juntas que darão um novo produto, que à priori ainda não conhecemos, nem “tu” nem “eu”. É por isso que é tão importante praticar a escuta activa, durante a qual não estamos apenas a preparar a resposta ou réplica a dar em seguida.

O Pensamento Colectivo, ou reflexão colectiva, vem quando compreendemos que todas as opiniões, as nossas e as dos outros, são necessárias para gerar uma ideia consensual. Ideia essa que, através da sua construção e de modo indirecto, nos transforma.

Fiquem tranquilos, nós aprendemos, nós podemos obter esse resultado, apenas é necessário algum tempo.

Conceitos básicosO que é uma Assembleia Popular ?
É um comité de tomadas de decisões participativas que procura um consenso. Argumenta-se o melhor possível de modo a obter a decisão que esteja mais de acordo com as diferentes opiniões, mas sem confrontar opiniões opostas, como através de uma votação. Deve decorrer de modo pacífico, respeitando todos os pontos de vista, deixando de lado as ideologias, os preconceitos ou as ideias prévias pré-concebidas . Uma assembleia ou reunião não deve concentrar-se sobre um discurso ideológico, mas antes sobre questões de ordem prática – “De que é que precisamos? Como podemos obtê-lo?”.

A Assembleia baseia-se na livre associação. Se alguém não está de acordo com o que foi decidido, não é obrigado a fazê-lo. Cada um é livre de fazer o que entende. A Assembleia tem como objectivo de gerar a inteligência colectiva, os eixos comuns do pensamento e da acção. É preciso encorajar o diálogo e aprender a conhecer-se uns aos outros.

Que tipos de assembleias são utilizadas no presente?
Assembleias de grupos de trabalho, Assembleias de comissões, Assembleias de bairros ( ou de cada distrito, quarteirão, cidade e aldeias, lugarejos). As Assembleias Gerais: A Assembleia base do acampamento da Puerta del Sol e as Assembleias Gerais de Madrid.


Estas (Assembleias Gerais) são a última instancia deliberativa, a partir da qual se adoptam os consensos finais para articular as linhas distintas de Acção Conjunta do Movimento 15-M de cada cidade.
O que é um consenso ?
É a forma de decisão final das Assembleias para cada proposta concreta, que é partilhada e consentida. As propostas podem vir de um grupo de trabalho ou de uma pessoa individualmente. O consenso atinge-se quando, na Assembleia, não há posições firmemente ou completamente contrárias à proposta.

O que é um consenso Directo?
É um consenso obtido quando não existe nenhuma opinião completamente contra: “proposta / consenso”.

O que é um consenso indirecto ?
É um consenso obtido após discussão das diferentes posições sobre a mesma proposta que não atingiu um consenso Directo. / Etapas a seguir para chegar a um consenso indirecto: 1.- O quê? / Porquê? / Como?

2. Após a pergunta do moderador ou moderadora: “Existe uma opinião fortemente contra?” Se houver, UMA PRIMEIRA VOLTA DE PALAVRAS É ABERTA. Dispõe-se de três argumentos a favor e de três outros contra. Depois disso recomeça-se a perguntar à Assembleia, para que ela mostre a sua opinião através da linguagem comum dos sinais.

Se nenhum consenso for atingido, o moderador acordará 3-5 minutos à Assembleia para lhe permitir o diálogo nos lugares, em pequenos grupos. Depois desta curta pausa, abrir-se-á uma segunda ronde de intervenções para apresentar PROPOSTAS DE CONSENSO. Uma vez terminadas estas duas rondas, se O OBJECTIVO DE CONSENSO AINDA NÃO FOI ATINGIDO:

a) Se a proposta emana de uma Comissão ou de um Grupo, ela será deslocada de novo para reformulação.

b) Se a proposta emana de uma pessoa individual/particular, deverá ser dirigida a uma Comissão ou Grupo de Trabalho competente, a fim de encontar um consenso relativo à sua utilidade. A presente será reformulada durante a próxima Assembleia, tendo por objectivo um consenso com o mesmo procedimento. E assim por diante, até atingir um consenso real.


PAPEIS, FUNÇÕES para o desenrolar de uma ASSEMBLEIA MULTITUDINÁRIA(de massa).
É importante manter a calma gestual, para evitar transmitir sentimentos ou afectos pessoais. É conveniente lembrar sempre o valor de um sorriso nos momentos de tensão ou de bloqueio. A precipitação e o cansaço são inimigos dos consensos.

1. EQUIPAMENTO – LOGÍSTICA

De três a X pessoas, encarregadas de fornecer e/ou de utilizar as ferramentas físicas necessárias ao êxito de decorrer da Assembleia: Devem desenhar o plano no chão, no lugar/terreno para organizar os espaços, os corredores que permitirão o movimento entre as pessoas sentadas. Devem também controlar o sistema áudio, os lugares sentados para as pessoas de mobilidade ou energia reduzida, fornecer água ou guarda-chuvas, e em caso de temperaturas elevadas ou de uma exposição prolongada ao sol, pensar nos guarda-sois.

PESSOAS DA ASSEMBLEIA: Todas as pessoas que participam na Assembleia, assim como as equipas de dinamização e os membros das Comissões ou dos Grupos. São a razão de ser da Assembleia, o seu principal e último fim. Todos nós somos responsáveis pela revitalização, dinamização e construção da Assembleia. A sua Função: eles ouvem os diferentes oradores, participam nas questões que necessitam de um debate com limitação do tempo de palavra (chamado Vez da Palavra),e podem fazer propostas individuais ou partilhar as avaliações subjectivas inscrevendo-se sucessivamente, apenas a pedido, junto dos colegas do tempo de palavra (normalmente habilitados para isso nas fases finais de cada Assembleia).

EQUIPA VEZ DA PALAVRA: de duas a quatro pessoas (em função do número de pessoas nas assembleias) colocadas entre as pessoas nas assembleias ao longo dos corredores de passagem. Recomenda-se que tragam um crachá, a fim de serem rapidamente localizados. Habitualmente trazem escrito “VEZ DA PALAVRA”, para melhor os distinguir, principalmente no fim de cada intervenção. Eles são encarregados de tomar nota das solicitações para tomar a palavra. Para evitar perturbações e acelerar o processo, eles devem perguntar à pessoa companheira ou companheiro:


1. É realmente em relação com aquilo de que falamos? (Lembre-se do assunto específico a tratar)
2. É uma resposta directa ao que foi dito?

3. É a favor ou contra?

Com esta informação, a pessoa companheira ou companheiro tomará nota do nome ou do apelido, e se a intervenção falada não está directamente ligada ao assunto tratado, porá o nome na lista de DIVERSOS ou OUTROS ASSUNTOS e informará o interveniente que ele poderá exprimir-se fora do tempo destinado à Assembleia, orientando-o para outros domínios de debate e reflexão, espaços de discussão, grupos de trabalho, etc.

É necessário um perfil conciliante, positivo, neutro e paciente. A equipa deve igualmente recolher o pedido de passagem de testemunho de quem está no papel de moderador., bem como de quem deve tomar esse lugar. Na medida do possível, deve dar a prioridade no tempo de palavra aos que ainda não participaram. Um folheto comum evitará de anunciar a hora de acabar a cada vez da palavra para cada assunto a tratar. Com bom senso. É preciso tentar não alongar indefinidamente cada um dos assuntos tratados.


COORDENAÇÃO DA EQUIPA – AS VEZES DE PALAVRAS:Uma ou duas pessoas em comunicação estreita e constante com a equipa “Vez da palavra”, encarregados de recolher os diversos pedidos de tempo de palavra que lhe chegaram, com o fim de os seleccionar antes de os levar ao espaço de moderação. No caso de estarem no meio de um debate aberto, sobretudo se ele está ao rubro, é preciso informar e coordenar os diferentes tempos de palavra em circulação, para evitar repetir as mesmas mensagens ou servir de mediação entre as posições similares, para finalmente apresentar no espaço uma única mensagem de moderação reunindo o programa de base.
O coordenador/es serve unicamente de filtro, é neutro, e em nenhum caso deve dar a sua apreciação sobre o conteúdo de cada intervenção, nem deixar adivinhar o que pensa do assunto. Para estar atento a que os oradores tenham bem como alvo o tema, os coordenadores ou moderadores devem incessantemente lembrar o assunto concreto que é tratado. Em caso de intervenção fora do tema, os oradores serão orientados para outros grupos de trabalhoŠ Uma vez a intervenção coordenada, eles informam os moderadores. Assim, eles poderão coordenar as ordens desde o animador até ao moderador.

EQUIPA DE FACILATADORES: Duas ou três pessoas que apoiam o moderador. Essas pessoas são o “Grilo Falante” ou a sua “voz da consciência”, os únicos que se irão dirigir directamente ao moderador para favorecer a sua concentração e imparcialidade. Estão colocadas à volta do espaço da moderação.

São pessoas encarregadas de ajudar a pessoa que modera a sintetizar e a reformular as propostas de forma objectiva e imparcial, de facilitar o fluxo da informação que vai chegando da “Coordenação” até ao moderador para ir dando lugar às distintas intervenções segundo uma ordem adequada; evitar que alguma pessoa da Assembleia distraia a concentração do moderador e devem ajudar as pessoas que têm dificuldade de falar em público; de “soprar-lhe” alguns pequenos deslizes de vocabulário, apontar-lhe possíveis erros na síntese de cada intervenção, informá-los de algum aviso repentino de última hora, em caso de dificuldade, ajudá-la a situar-se na Ordem do Dia,etc. No caso de Assembleias muito numerosas pode designar-se um “Facilitador Directo” a fim de dar directrizes mais precisas ao moderador.

Um apoio importante para assegurar o desenvolvimento positivo da Assembleia pode ser incorporar uma ou várias pessoas, concentradas para intervir de forma directa em caso de paragens, discussões demasiado acaloradas ou desvios significativos do tema central. A sua função será recordar à Assembleia o valor do Pensamento Colectivo, a importância da Escuta activa e o significado do Consenso/Acordo.

EQUIPA DE ROTAÇÃO DOS MODERADORES: Uma ou mais pessoas (que rodam, se a Assembleia é demasiado grande ou há muita tensão). Esta rotação é decidida pela equipa completa de moderadores, tendo em vista o melhor funcionamento possível da Assembleia. O moderador pode pedir para ser substituído. Deve ajudar a Assembleia a prosseguir suavemente e de maneira construtiva, deve conseguir atingir o sentido geral de uma Assembleia e não se preocupar em ter de seguir à risca, um protocolo, pois de um modo ideal, é uma figura que não devia existir. (Todos devem respeitar-se uns aos outros). Os moderadores são responsáveis por:


- Receber e dar as boas vindas aos participantes da Assembleia.
- Explicar a natureza e os trabalhos da Assembleia.

- Apresentar equipas de grupo dinâmicas e as suas funções.

- Moderar de maneira positiva e conciliadora, as posições distintas, sem alinhar pessoalmente em nenhuma delas.

- Informar a Assembleia das posições a favor e contra, durante o processo do Consenso Indirecto.

- Abreviar cada intervenção durante os debates, se for necessário.

- Repetir o consenso tal como está registado nas minutas das Actas.

O moderador também dá voz aos gestos feitos, caso o orador não tenha notado (recomenda-se que os participantes da assembleia esperem que o orador acabe, para exprimir acordo ou desacordo, a fim de evitar a hesitação do orador). Além disso, o moderador é responsável por assegurar uma atmosfera propícia à troca de ideias, e por estabelecer um tom positivo ao debate. Desde que haja necessidade também deve aliviar tensões, recordando aos participantes o valor positivo que cada debate trás ao Movimento 15 de Maio e motivando os participantes em geral. O moderador também pode ser substituído por acordo da Assembleia. Tudo aquilo que for discutido longe dos microfones deve ser relatado à totalidade da Assembleia, para fomentar a transparência.

EQUIPA DE INTÉRPRETES: Uma ou duas pessoas que traduzem as intervenções orais em linguagem gestual para os que têm dificuldade de ouvir e falar. A sua visão não deve ser dificultada por estarem pessoas, em pé, à sua frente. Se os membros desta equipa estiverem debaixo do sol directo, a Equipa de alojamento deverá arranjar duas pessoas para os abrigar com guarda-sóis.

EQUIPA DE REDACÇÃO DE ACTAS E MINUTAS:Duas pessoas responsáveis por reproduzir, por escrito, todas as intervenções que não tenham um guião escrito previamente. No caso das resoluções de consenso, as equipas das minutas podem pedir que qualquer resolução seja repetida, palavra por palavra, e seja, posteriormente, rectificada pela Assembleia. Normalmente, um membro da equipa escreve as intervenções à mão, enquanto outro escreve num computador, para verificar e comparar se a interpretação dos factos é justa e objectiva. Se os membros dessa equipa estão sob a luz solar directa, a Equipa de Logística deverá arranjar duas pessoas com guarda-sóis para os abrigar continuamente. No fim da Assembleia, as minutas escritas por essa equipa devem ser lidas para evitar qualquer confusão.PROPOSTA – A POSIÇÃO DA EQUIPA DOS GRUPOS DINÂMICOS EM CADA ASSEMBLEIA

LOGÍSTICA: O seu objectivo é preparar e organizar a área da Assembleia antes dela acontecer, de maneira a torná-la mais eficiente e funcional. As pessoas da logística estão encarregadas de estabelecer e demarcar a área (dentro das suas possibilidades) juntamente com outras equipas. A Área dos Moderadores é um rectângulo marcado a giz (ou com fita colorida espetada no chão), em frente à área da assembleia, tal como se fosse um ‘palco.’ Entre as Pessoas da Assembleia, irão colocar-se os ORADORES, distribuídos e visíveis da melhor maneira possível, entre a assistência. Assim, no espaço de moderação dispor-se-ão: o MODERADOR + ORADOR DE TURNO no centro, ladeados dos INTÉRPRETES.

Ao redor deste grupo (procurando sempre não os tapar com os seus movimentos) encontram-se os Facilitadores/Animadores, normalmente agachados ou sentados no chão, se bem que não actuem, e sempre ao alcance da EQUIPA ROTATIVA DE MODERAÇÃO e da EQUIPA DE ORADORES.
Ao lado do espaço da moderação situam-se os Porta-Vozes das Comissões e/ou os Grupos de Trabalho que irão intervir nas diversas partes da “Ordem do Dia”, no outro lado irá estabelecer-se um perímetro para a COORDENAÇÃO DO TURNO DE ORADORES, sempre ao alcance dos animadores/facilitadores e mais afastado da Equipa das ACTAS (sempre perto do espaço da moderação para poder solicitar uma repetição, uma síntese ou um texto apresentado) para NÃO distrair a sua concentração com as conversas que se geram antes de cada intervenção, facilitando assim o seu trabalho.

LINGUAGEM SIMBÓLICA ACORDADA PARA A EXPRESSÃO COLECTIVA DE TODA A ASSEMBLEIA:

Para acelerar os processos de expressão colectiva nas Assembleias, chegou-se a acordo sobre os seguintes gestos corporais para expressar os seguintes factores:


1.- APLAUSOS/ESTAR DE ACORDO: Erguem-se as mãos, movendo-as sobre os pulsos.
2.- ESTAR EM DESACORDO: Cruzam-se os antebraços formando uma espécie de X sobre a cabeça.

3.- “ISSO JÁ FOI DITO/VAI DIREITO AO ASSUNTO”: Movem-se os braços fazendo girar as mãos sobre si mesmas, como no pedido de “mudança” usado no desporto.

4.- “ESTÁS A DEMORAR DEMASIADO”: Os braços estendidos em cruz, que se vão juntando lentamente, como se fossem os ponteiros de um relógio que vão encontrar-se acima da cabeça quando se unirem as palmas das mãos.

5.- “NÃO SE ESTÁ A OUVIR BEM”: A mão atrás da orelha, para mostrar que não se ouve bem, ou a mão a movimentar-se de baixo para cima, para indicar que se suba o “volume da Voz”.

*Recomenda-se que se informe a Assembleia desta linguagem no começo da mesma. Recomenda-se, igualmente, para informar as assembleias da conveniência de NÃO expressar os signos de aprovação e desaprovação até que o Orador de Turno termine a sua intervenção, para não condicionar a mesma, sempre que seja possível.

DIRECTRIZES DE EXPRESSÃO VERBAL COMUM RECOMENDADAS PARA MODERADORES E ORADORES:

Empregaremos uma “Linguagem Positiva” evitando enunciados Ø negativos que afastem a possibilidade de seguir o debate de modo construtivo. É uma forma de comunicação menos agressiva e mais conciliadora. É conveniente fazer o debate partindo de pontos que unam antes de dar apoio a uma intervenção de pontos que diferenciem. Exemplos:

1.- “Não toques neste cão ou ele vai morder-te” pode expressar-se como “Presta atenção a este cão porque poderia morder-te, e nenhum de nós deseja isso.”

2.-”Se não chegarmos a um consenso neste ponto, todo vai tudo para o galheiro” pode expressar-se como “É importante que cheguemos a um consenso neste ponto, ou poderíamos chegar a perder força como Grupo, e isso não interessa a ninguém”.

Empregaremos uma “Linguagem Inclusiva” que não faça distinções entre o género masculino e feminino. Está claro que os hábitos têm importância, é preciso que nos ajudemos mutuamente a recordar este aspecto.


CHAVES PARA A ELABORAÇÃO DE UMA “ORDEM DO DIA” DINÂMICA

O que é a “Ordem do Dia” de uma Assembleia? Para que serve?
A Ordem do Dia é o Sumário dos temas que a Assembleia vai abordar. Serve para não deixar nenhum tema importante sem ser tratado, para manter a ordem na natureza das intervenções e para poder calcular, mais ou menos, o tempo que pode durar cada intervenção. A equipa de Dinamização é que redige e organiza e deve deixar bem claro ao Moderador de turno, pois será o guia dos conteúdos básicos. Em caso algum a Comissão de dinamização das assembleias valoriza e decide os conteúdos da ordem do dia, ordena-os unicamente de acordo com os representantes de cada comissão e grupo de trabalho que terá assistido em cada reunião preparatória.

É o guião com as linhas fundamentais do que vai tratar na Assembleia, relativamente aos temas a tratar, e é conveniente que seja lido no início da Assembleia para manter informados os assistentes e participantes, fazendo com que eles participem. Com a experiência adquirida, cada assembleia irá melhorando a elaboração desta lista, atendendo aos aspectos que considere mais ou menos importantes. Recomendamos que ao ser elaborado, se estabeleça um tempo limite de duração da assembleia, em função dos temas a tratar e do número de participantes, se for prolongada por demasiado tempo perderemos a concentração e não será produtiva.

** Exemplo Prático Orientador de uma “Ordem do Dia” em forma de ESQUEMA**

1 – Boas vindas aos participantes e Apresentação Positiva. A Assembleia é a celebração efectiva do Poder Popular.

2 – Resumo dos consensos alcançados na Assembleia anterior e dos assuntos que ficaram pendentes nessa Assembleia.

3 – Apresentação das Equipas de Dinamização da Assembleia que vai começar. Funções de cada pessoa.

4 – Explicação do conceito de “Assembleia”. Não “votamos”, chegamos a acordo.

5 – Explicação do conceito “consenso” (directo e indirecto). Explicação do processo para alcançar consensos indirectos.

6 – Exemplificação dos canais de Turno de Palavra – Coordenação – Facilitação durante uma Assembleia.


7 – Recordar os “Sinais Comuns” para se exprimirem de maneira comum, e sugestões para se expressar verbalmente em concordância com o estilo M15M aprovado em Assembleia General.
8 – Leitura da “Ordem do Dia” de modo informativo.

9- Turno de Comissões e Grupos de Trabalho SEM propostas a ser acordadas pela Assembleia, só informações que não requerem consenso. É desejável que um porta-voz de cada Comissão, ou Grupo de Trabalho, assista à reunião de preparação da Assembleia, para poder organizar melhor a ordem dos conteúdos. (Fazendo uma lista)

10- Turno de Comissões e Grupos de Trabalho COM propostas para a Assembleia.
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A #globalrevolution enthusiast. Twitter: @AliceKhatib
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